Com lentidão e cuidado, Machine endireitou os clipes com os dedos compridos e fortes.
- Agarra - lhe a cabeça, Jack - ordenou ao homem por detrás de Halstead. - Agarra - a com força, por favor.
Halstead percebeu aquilo que Machine pretendia fazer e começou aos gritos, enquanto Jack Rangely pressionava as mãos grandes Halstead, mantendo - a quieta. Os gritos ressoaram e ecoaram no armazém abandonado. O amplo espaço vazio funcionava como um amplificador natural. Halstead assemelhava - se a um cantor de ópera a fazer exercícios de aquecimento de voz numa noite de estreia.
- Estou de volta - afirmou Machine.
Halstead cerrou os olhos com força, mas nada valeu. A pequena haste de aço deslizou com facilidade através da pálpebra esquerda e, com um leve estampido, perfurou o globo ocular que se encontrava por detrás. Um líquido viscoso e gelatinoso começou a escorrer.
- Estou de volta dos mortos e não pareces nem um pouco feliz por me veres, seu filho da puta ingrato.
A Caminho da Babilónia
de George Stark
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